Queridos irmãos:
Ontem à noite tivemos um culto evangelístico e quero já contar o que Deus fez.Pr Prabhakar me avisou um dia antes que teríamos um culto em uma vila totalmente hindu, onde inclusive eles batiam nas pessoas. A vila não fica longe daqui. Fomos de rikixá. O lugar do culto era um terreno no meio da vila, tendo de um lado um redil de ovelhas e cabras e do outro, um curral de búfalos.. As pessoas olhavam todo o movimento de longe, com cara de assustadas. Aos poucos, as crianças, curiosas, foram se achegando. Os bem picorruchos têm medo de mim. Em todo o lugar aqui é assim. Acho que se assustam em ver a pele muito branca.Quando o culto estava prestes a começar, chegou o rebanho de ovelhas e cabras para seu redil.Aos poucos tudo foi acalmando e começamos a orar sob uma lâmpada improvisada. O número de crianças foi aumentando e já chegava a quase 40 quando um homem bem idoso, apoiado numa vara, chegou e e sentou-se. Fui cumprimenta-lo e tentei conversar com ele. Achei que fosse cego, pelo estado de seus olhos, mas não era. Era surdo. Não escutava a mim nem o que o irmão Emmanuel falava com ele. Fui orar novamente e aquilo me incomodou. o único adulto da vila que havia chegado era surdo. Orei a Deus e pedi que curasse aquele homem. Mas comecei a meditar que se o homem era surdo, não poderia ouvir a Palavra de Deus. Entrei em guerra com Deus e o Espírito Santo me inquietou a ir orar por ele antes do culto começar. E eu fui, coloquei minhas mãos sobre seus ouvidos, orei e profetizei a cura para ele, pois Jesus disse: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura.... e estes sinais seguirão os que crerem... imporão as mão sobre os enfermos e eles ficarão curados. E eu tomei posse dessa promessa, pois estou aqui porque Deus me trouxe, e orei com fé. Perguntamos se ele estava escutando e ainda não escutava. Então, disse para o ir Emmanuel deixar ele ali sentadinho e fui pra frente. Vendo tantas crianças, pensei em pregar para elas, já que, naquela altura, somente 2 ou 3 pessoas adultas da vila vieram no culto..Quando estava prestes a pregar, faltou luz. Não enxergávamos um palmo à frente. Mas em seguida voltou.Traduzida pelo Pr. Prabhakar, preguei sobre Jesus e sua missão na terra, sobre o amor do Pai e o caminho que nos abriu para o céu por meio do sacrifício, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Li a passagem de Zaqueu, do esforço que fez por desejar conhecer aquele homem diferente que havia aparecido na cidade e que estava operando milagres e ajudando o povo sofrido. Zaqueu tinha dinheiro, mas não tinha estatura suficiente para ver Jesus passar. Zaqueu era desprezado pelas pessoas porque era cobrador de impostos, mas Jesus não despreza ninguém. Pra Jesus não tem rico ou pobre, alto ou baixo, feio ou bonito... falei que para Jesus não havia casta, mas que todos somos iguais e nos ama da mesma forma. Zaqueu jamais imaginou na sua vida que Jesus o veria sobre a árvore, assim como aquelas pessoas ali jamais imaginariam que Jesus havia marcado um encontro com elas naquele lugar, e que desejava ir com elas para suas casas.A essas alturas, já tinha diversas pessoas no culto e mais aquelas que escutavam de longe. Enquanto eu pregava sobre o amor de Deus, elas foram chegando, acomodando-se e escutando a Palavra de Deus. Eu sentia a glória de Deus ali naquele lugar. Aleluia!Enquanto pregava, contemplava as pintinhas vermelhas entre os olhos daquele povo, indicando que eram hindus. Escutavam atentos e mal se mexiam. Novamente faltou luz, mas seguimos pregando no escuro. Em seguida a luz voltou.Falei que não havia ninguém além de Jesus que tivesse amado tanto a eles, a ponto de ter morrido por eles, para que pudessem ir morar no céu. Que Zaqueu levou Jesus para sua casa e o Espírito Santo, sem Jesus falar nada, foi trabalhando no seu coração e mostrando o que deveria fazer ou mudar, e assim Zaqueu foi ficando cada vez mais parecido com Jesus e sendo preparado para ir morar com Deus... em resumo, preguei isso. E fiz o convite para quem quisesse levar Jesus para casa. Fui enfática e clara ao perguntar quem ali queria receber Jesus como salvador de suas almas, quem acreditava na história que eu contei e acreditava que Jesus morreu na cruz por nós e ressuscitou e está nos esperando no céu. Quem ali acreditava que só Jesus é o caminho, a verdade e a vida e quem queria levá-lo para casa hoje. Muitas pessoas vieram à frente quebrantadas, aceitando a Jesus. Uma jovem chorava, chorava. Homens, mulheres, dezenas de crianças também vieram e ficaram ali na frente enquanto eu orava por todos. Aleluia.E o homem surdo veio também. Achando que tivesse vindo por ter visto as outras pessoas, orei novamente por ele, para que Jesus curasse, e segui orando pelos demais. No final, depois de ter abraçado todas as mulheres, olhei aquele homem de longe e, inconformada pedi que alguém fosse verificar se ele não estava escutando.Irmãos amados, ele estava ouvindo perfeitamente. Jesus o havia curado. Aleluia! louvado seja o nome do Senhor. Pedi para perguntar se ele realmente não escutava nada antes, quando ele havia sido curado, se havia escutado a mensagem pregada... Ele respondeu que não escutava quase nada, mas que passou a ouvir perfeitamente e escutou a mensagem. E complementou: "eu moro sozinho, mas agora estou levando Jesus para minha casa. Aleluia! Aleluia! Aleluia!Bendito e santo é o nome do Senhor que continua fazendo milagres e salvando almas.Voltei glorificando a Deus estrada empoeirada afora, espremida naquele rikixá, mas parecia estar numa BMW, de tanta alegria que sentia pelo que Deus fez.Devudu ninnu divintiunucaca (Deus abençoe você)Missionária Mári - índia.
Público Inicial do culto
Pausa nos preparativos para o rebanho entrar no redil
Preparativos para o culto observado pelos bufalos
Irmã Susan leu a palavra de Deus
Pr. Prabhakar traduziu a mensagem
Momento da palavra de Deus
momento da oração
Homem quase surdo, voltou a ouvir
Parte do publico presente
















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