sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Noticias da Índia

Mensagem da Missionária Mary que está na India ganhando almas para Jesus ...

Prezados:
Cheguei na Índia as 3h da madrugada do dia 18. Pr Prabakhar, ir Susan e Roseli foram me buscar com um carro alugado, quando então recebi as tradicionais flores,  guirlandas e manto na recepção do aeroporto.
No caminho, ainda escuro podia observar a miséria do lugar e do povo. É de cortar o coração.
As pessoas acordam muito cedo para trabalhar e superlotam os auto-riquixas, que saem transbordando de gente, como podem ver nas fotos. 
Uma das coisas que chamou minha atenção no caminho para Markapur é o habito que os indianos têm de fazer pequenas fogueiras para se aquecerem. Não estava frio aqui, mas, para eles, é inverno e sentem muito frio, a ponto de subirem nos auto-riquixas enrolados em cobertor.
Com temperatura em torno de 17 graus, Pr Prabbhakar providenciou uma touca de lã para não passar frio na viagem, que dura em torno de 8 horas. Observem a foto e imaginem o que eles devem ter sofrido no nosso inverno gaúcho.
Logo a noite cedeu lugar para o dia e um magnífico por-de-sol foi visto, tornando possível ver mais detalhes daquilo que caracteriza a índia que já tínhamos notícias. Dá muita dó de ver. As carinhas são sofridas, as casinhas, semi-destruídas... são carentes de tudo.
Em uma parada para alimentarmo-nos, fiquei conhecendo um grande templo budista em construção e também a vassoura indiana, feita de galhos finos e normalmente sem cabo. As pessoas varrem agachadas, assim como fazem com as enxadinhas de cabo muito curtinho. 
Chegamos em Markapur por volta do meio dia.
A igreja estava me esperando  com mais homenagens e havia principalmente mulheres e crianças que recepcionaram-me  com mais flores, manto, oração e louvor. Estavam todos muito felizes com minha chegada. Depois de receber as homenagens e as chaves do apartamento alugado, Ir Susan me acompanhou até o apartamento, emprestando algumas cadeiras para esses primeiros dias.
Quando entrei no apartamento, começaram a vir crianças para a frente do meu portão, inclusive hindus. "conversei" com elas, dei carinho, uma por uma. Elas me olhavam com olhinhos de alegria e perplexidade e ali ficaram por um tempo..
Pr Prabhakar e ir Susan providenciaram uma cama e colchão para mim e fui descansar um pouco.
Na quinta, fomos a Ongole para trocar dólar e conseguimos comprar fogão, filtro de água e microondas. 
Ongole fica a cerca de 2h de Markapúr, onde estou.
Na sexta feira, Pr Prabhakar trouxe eletricista e o dono do apartamento para resolver problema de elétrica, pois até então eu estava aqui quase no escuro.
Também fomos comprar, aqui em Markapúr, a geladeira, algumas miudezas da casa, alimento e produtos de limpeza para faxinar o apartamento, que esta muuuuito encardido. Aqui a gente compra o que tem exposto. Se tem sujeira, amassadinhos, riscados.... é tudo normal. Fui comprar panelas e, como já tinha percebido o hábito daqui, acabei não me importando mais com os defeitos. A chaleira que comprei eles desamassaram na hora, a martelo, e as tampas de panela escolhi as menos amassadas. A sujeira a gente dá jeito fácil. Aleluia!
A primeira noite dormi acompanhada de algumas enormes baratas.
Na quinta-feira jah comecei a  fazer refeições no apartamento, apesar de ainda não ter gás.
As demais coisas irei comprando no decorrer dos dias. Creio que a partir da próxima terça-feira  jah começo a andar com as próprias pernas, sem dender da família prabhakar, que muito tem me ajudado aqui.
 Na quinta também compramos um chuveiro, tipo mini-junker, mas ainda não foi instalado e estou tomando banho "a la índia", de balde e canequinha, e desde que cheguei somente fui lavar a cabeça no sábado, no balde. Meu cabelo estava duro e o pente preto de sujeira. Tudo aqui eh inacreditavelmente sujo. A falta de higiene é de arrepiar.
No mercadinho que fui comprar mantimentos, a impressão que se tem eh de que esta tudo vencido, estragado, de taaaaaantaa sujeira acumulada sobre cada  produto a venda. Isso eh o normal aqui. No final das compras. Minhas mãos estavam pretas. Assim eh a índia. Mas ainda com toda a miséria,  sujeira e podridão,   com tudo o que tenho visto e vivido, meu coração esta muito alegre e cada vez mais apegado aos indianos. Aleluia. Esse povo eh muito carente de tudo e a cada dia que passa mais estou convicta de que Deus nos mandou para cá para ajudá-los e se manifestar a eles.
Seguirei com as notícias em outro email para não ficar muito pesado de fotos.
Que Deus vos abençoe.
Paz do Senhor
Ir Mári Schirmer































 

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